sábado, 14 de fevereiro de 2015

Depois de mil cores de cabelo, depois da fuga aos 17 anos pra São Paulo, para evitar fazer o Tiro de Guerra, um casamento falido e vários relacionamentos complicados e destrutivos, três reabilitações, uma faculdade de propaganda finalizada e sete tatuagens e alguns dentes quebrados depois, eu resolvo aqui, começar a escrever um conto. Esse conto não é linear, eu já te adianto, não é confortável, mas tem seus momentos, mas no total, possui aquele ar enebriante da vida vândala e cretina, de pessoas interessantes em lugares impossíveis, de viagens e perigos que só um adolescente com  nervos de aço e falta de juízo se arriscaria em fazer parte. Sejam bem vindos, esta é minha história.

Tópicos abordados:

- Sexualidade, relacionamentos e tatuagens.

Como que a libertação sexual foi alcançada, como que foi meu desenvolvimento e exploração da minha sexualidade, indentidade, a procura incessante por respostas sobre o que eu gosto e como tudo isso aconteceu, detalhando parte de alguns relacionamentos que foram relevantes pra isso e incluindo alguns casos desastrosos que marcaram e definiram minha vida.Dividir em sub-tópicos para contar os fatos que ilustram algumas coisas malucas que eu já fiz, listar amantes e namorados que me fizeram querer ser uma pessoa melhor e citar relacionamentos tóxicos e como identificá-los.

- Auto-estima, 

Como se portar de forma arrogânte e indepentende não me tornou mais seguro de mim e como isso afetou a minha visão sobre quem eu sou e sobre o que eu mereço. Como desenvolver uma psiquê saudável e tranquila em relação a sua própria imagem. Discutir o fato do meu peso + sexualidade e mencionar não ter culpa sobre quem eu sou.

- Drogas e Depressão

Como o uso constante de drogas me colocou em uma fase maníaca e como a luta para não deixar meu passado me destruir e me definir é uma luta constante, atestar através de relatos a minha luta diária contra o vício e contra a depressão. Relatar as tentativas de suicídio e todas as vezes que eu tentei desistir de mim.

- Amizades

Como a importância de pessoas que te fazem bem definem o que você é. Como apreciar melhor as suas amizades que sobrevivem a momentos turbulentos da sua vida. Contar histórias relacionadas a ex amores que são amigos e amizades que duram muito tempo. Atestar o coração aberto e grato por essas pessoas.

- Moral

Discutir sobre situações em que eu questiono moral e culpa, em como isso pode afetar o seu desenvolvimento e como você se porta socialmente. E os limites de quão culpado você deve se sentir.


- Talento, profissão e idade.

Uma parte sobro como aceitar o que você sabe fazer, o que você escolheu fazer e trabalhar em cima dessa culpa e pressão social que existe a partir do momento que você atinge certa idade, apresentar detalhamento de quão seguro você pode ser e explanar sobre o tempo de cada um.


sabe o que eu acho realmente engraçado? o quanto me culpam e me tratam como vilão e como imprestável. não levam em consideração a quantidade de vezes que eu fui abusado por uma mãe alcóolica e cresci em um ambiente hostil, em que ao menor movimento eu poderia levar uma surra e dormir com o corpo machucado. machucado seja por palavras ou por abuso. como por uma irmã que sempre fez questão de te diminuir e te tratar como um escoro, como uma mãe te trata como a razão primária de todos os problemas e um pai ausente que acha que faz muito por você por aparecer uma vez ou outra. viver nesse ambiente tóxico, onde eu constamente sou vilanizado e colocado na posição da fonte de todos os problemas é no mínimo, irônico. pq quando eu morava fora, de repente, eu não era mais um problema. mas não servia tb pq eu não ligava pra família. agora são dois pesos e duas medidas,pq os outros tem problemas bem baixos, como uma trair o marido e o outro ser um arrogante sem coração, mas o vilão sou eu, o vilão sou eu pq eu me rendi a depressão e sou um adicto. eu recorri as drogas por não aguentar viver com essa gente sem um momento de fuga. eu recorri as drogas e ainda recorro pq eu não suporto essa injustiça desgraçada que é viver com essa família. essa gente porca e nojenta que só sabe me usar como válvula de escape pros problemas deles. eu honestamente estou arrependido de ter me preocupado com a minha mãe. eu queria que ela estivesse morrido. acho que ao menos assim, eu me abalaria no começo, mas seria livre. seria livre de todo o assédio moral que ela causa em mim. e conseguiria respirar mais leve. eu tenho dificuldade de acordar todos os dias, levantar pra fazer as coisas, pq eu sei o quanto essa gente vai dificultar e tornar o meu dia pior. o quanto essa gente vai falar que eu estou falhando. eu sempre tive essa pressão de ser alguém superior, de estar em uma situação superior, pq eu sempre fui mais inteligente, mas isso não significa que eu seja hábil pra viver. eu não me sinto com vontade de viver. eu não sinto vontade de viver perto dos meus pais. eu odeio minha irmã com cada fibra do meu corpo. eu tenho ódio, puro ódio dela. por ela ter sempre me maltratado e me diminuido e mesmo assim eu tenho um pai que lambe o rabo dela. e uma mãe trouxa que cai nas mentiras dela. mesmo sabendo que ela é uma desgraçada e mau caráter. esses desgraçados nem fazem questão de analisar nenhuma situação. eles só me colocam na posição onde é mais fácil tratar como um parasita ou um problema. eu tenho vontade de arrumar um jeito de ir embora daqui. de vez. cortar laços com essa gente. eu odeio esse povo. por mais que eu me preocupe, eles não merecem uma gota do meu amor. pq eles são indignos, preconceituosos, não me respeitam e me tratam como lixo. mas essa situação ainda vai mudar.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vai ficar tudo bem

Aquela ansiedade monstra de segunda-feira é sempre um problema. Entre lidar com fornecedores preguiçosos e clientes cheios de atitude, você ainda se vê obrigado a ter que lidar com falhas de todas as partes dentro de você. Um dia a minha terapeuta me disse que o que acontece com a gente psicologicamente reflete no nosso interior, e é verdade.

Isso não é motivo para você, ou qualquer um, desistir ou se afundar em depressão. Quem vive com instabilidade emocional como eu sabe como tudo é uma grande montanha russa, mas a chave do sucesso é avançar em frente. Só colocar um pé depois do outro, por mais que isso pareça banal, é importante.

É importante que você não desista do que quer. E se você está passando por uma fase de questionamentos assim como eu, se questione, mas quando decidir o que quer - vá em frente e pegue. Porque não vai ter ninguém pra te carregar até a linha de chegada.

Você é o seu único amigo, no fim das contas.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Depois de visitar e ler posts do Humans of New York


me faz uma pessoa melhor, sabe? ler sobre outras pessoas. eu vim a realizar só agora, nessa altura da vida, que pessoas são importantes. que o que elas sentem são importantes. que todo indivíduo tem uma força individual. e eu devo me importar. é isso que torna a gente sociedade. nos torna mais humano. eu já me senti envergonhado de me importar com os outros. achava que era sinal de fraqueza. oh Deus, eu nunca estive tão errado.

sábado, 17 de agosto de 2013

Saudades

eu acho que alguns amigos só passam pela nossa vida, fazem a função deles, espiritualmente, que era necessária naquele momento e se vão. e fica aquele sentimento de carinho. mas não é mais uma amizade.eu não entendo a pessoa que fala que está com "saudades" mas tem o número do telefone, rg, cpf, endereço, caixa postal, localização no google maps. isso não é saudade, isso é nostalgia. 

a triste parte da vida é que algumas pessoas acabam sendo descartadas com o decorrer do tempo. e por falta de "tempo".

amizade sempre foi uma via de duas mãos. e quando um lado não está disposto, bem... aí não é mais uma amizade, né?

domingo, 23 de dezembro de 2012

Desabafo

Eu estou aqui, domingo, pensando em um post que vi no facebook. De um cara, gay, não assumido (ao menos ele jura que ninguém sabe), que está lutando pra chegar ao tão sonhado corpo que ele quer. E pensando em como ser gay dá trabalho. Não basta o fato de sair do armário, você tem que pertencer a alguma sub-categoria ao se assumir gay. Seja urso, travesti, gay, boy magia, cafuçu e todas essas mágoas que inventam. Você precisa se encaixar. E isso é bizarro. Fazer parte de um grupo que já sofre preconceito da sociedade e viver dentro do mesmo grupo, que se segrega e faz questão de dividir as pessoas mais ainda é ruim. Eu não gosto. Hoje em dia me sinto bem, mas já tive o mesmo tipo de problema. Pessoas que não se aceitam e não aceitam os outros. Minha estima é muito alta para poder ceder.

Todo mundo tenta impor um certo padrão de comportamento. Um certo jeito de viver, mas não vejo as pessoas se esforçando para coexistir bem uma com as outras. Ou eu ando cercado de idiotas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

É muito difícil ter uma família e me sentir sozinho.
Ter problemas e me sentir desamparado.
Ter um caminho pra seguir sozinho.
Eu não quero ser agradecido pela vida que eu tenho, eu quero mais.
Eu quero mais e todas ás vezes que olho pro espelho eu vejo o problema refletido nele.
Uma merda de um reflexo vazio e quebrado.
De tanta coisa que já passei, de tanta coisa que vivi, achei que a esse momento, com 25 anos, eu já estaria melhor.
Me enganei.
Ás coisas só mudaram em aspectos leves. Os problemas aumentaram a intensidade.
E a falta de caráter alheia fica cada vez mais evidente.